Por Nathália DePaulla.
Certas coisas parecem que perseguem. Aquele amigo chato, aquela escala de trabalho que você torcia para ser em um certo lugar e é outro, etc. Mas ultimamente além de me preocupar com a próxima cor de cabelo que eu quero e com que sapato eu vou para a empresa tenho percebido um plus em certos assuntos que na verdade, não me interessam tanto. Me peguei cansada, brava ao extremo e com um semblante que nada tem a ver com “meu jeitinho de principessa” como um certo alguém costuma me dizer.
Por Deus, será que fiquei intolerante? Será que no auge de meus 24 anos (mas para os íntimos ainda tenho 20, ok?) eu já me irrito tanto com o alheio a ponto de perder a minha energia com tantas pequenas grandes coisas? Não, não é verdade. Eu só me importo demais, me preocupo demais e ainda sou capaz de mudar o meu espírito por conta dos outros… “Mas não pode, Nathye, você tem que saber bloquear certas coisas.”
Pensei nisso também. E não, não vou bloquear… Mas não vou bloquear para ficar na eterna saga árida da vida ou na posição do Eremita como mais uma autista fechada para o resto do mundo. Eu só não quero saber! Não quero saber se concordam comigo, se odeiam meus amigos, se acham minha sombra preta escura demais para a cor dos meus olhos. Na verdade não quero saber nem que existe algo para saber. Não quero saber de ter que resolver problemas dos outros… Quero acordar sem pensar em nada, quero continuar dando meus pulinhos para me deslocar de um local a outro dos ambientes mesmo que pareça infantil demais andar trotando aonde vou.
Eu quero um pouco menos, para apreciar as coisas inúteis um pouco mais. Errar por MINHA conta e acertar por MINHA conta também. Poderia sentar e listar pelas pontas dos dedos tudo que eu quero e o que eu já não quero, mas… No fundo nem do futuro eu quero saber!
Talvez eu continue entornando o caldo, talvez eu seja eternamente a Rainha de Espadas do meu baralho, mas e daí? Eu sempre amei profundamente ser “eu”, porque eu mudaria agora? ©
