De mais a mais - Por Nathália DePaulla.

Entre MPB e outros estilos

 

Acordei com a idéia de que MPB é um estilo universal. Há quem goste de Pop, de Rock, de Jazz, whatever! Mas percebi que sempre tem aquele momento em que a situação pede aquela MPB. Em pesquisa feita pelo site www.mpbehoqueha.com.br, 49% da população alega ser fã de MPB. Marisa, Ana, Adriana, etc, são as mais lembradas sempre, mas mesmo assim o gênero não faz a cabeça de muita gente. Encontro pessoas que se vestem de preto, usam lápis de olho e coturno, sempre curtindo um bom Rock, e mesmo assim em uma hora ou outra, Caetano aparece na vida deles.

Os shows de MPB são os menos lotados, os menos comentados e mesmo assim são as músicas que mais aparecem nas entrevistas. Há dois dias, uma matéria no canal pago GNT contou a trajetória de diferentes personalidades que mesmo com estilos e idéias completamente diferentes aderem a MPB nos momentos mais sentimentais. Sempre tem aquela ocasião em que nenhuma outra música se encaixa a não ser a MPB.

Eu percebo que há uma resistência em dizer a sigla de três letras quando perguntamos o gênero musical predileto. Entre tantos, muitos dizem preferir o Rock, mas no fundo acho que Gal Costa vive com eles naquele momento silencioso. Essa semana fui ao Jazz Café localizado em Vitória e percebi que o momento emocionante foi quando tocou MPB, mas por incrível que pareça todos eram do Moto clube e usavam camisas de bandas de Rock… Confuso? Também achei.

Tenho certeza de que entre os 49% que responderam a pesquisa, esses mesmos roqueiros não estavam na lista dos amantes de Música Popular Brasileira e muito menos das românticas que tocavam no local. As vezes, penso que essas são as mesmas pessoas que votam no Lula e logo depois reclamam do atual governo apontando todos os erros e ainda criticam aquelas pessoas que o elegeram, esquecendo de que estão inclusos.

O que mais me assusta é o fato das pessoas não confessarem o verdadeiro amor pela MPB. No site “MPB é o que há” (nomezinho sugestivo…) você encontra diversas personalidades, e isso te assusta de início. Não que um amante de MPB tenha que tatuar “Marisa monte” na testa, mas… Complica se ele usa coturno e sobretudo com olhos pintados de preto com camisas de banda góticas.

Eu não sei muito bem a minha opinião quanto a isso, mesmo esse sendo um texto altamente opinativo, o que eu sei é que depois dessas e outras, melhor ir ouvir Ana Carolina e pensar nas letras tocantes do que tentar entender esse povo, porque de MPB e louco, todo mundo tem um pouco.

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